Sonhei contigo,
hoje. Estavas diferente, calmo, divertido, com uma boa aura. Talvez tudo
tenha sido fantasia misturada com o encontro imediato de um outro alguém. Quem me
tem feito falta nem se lembra, mas quando me olha nos olhos parece que sente o
mesmo e não diz, as palavras ficam-lhe presas por entre os dentes e não sabe
como expressar um sentimento que ele próprio tem como estranho, a saudade. Agora
sempre que penso, vejo o ridículo que é esperar que alguém chame por nós quando
somos nós quem queremos chamar. Não adianta criar ilusões de um mundo cheio de
afecto e carinho quando nem nós próprios nos dispomos a ser assim com o mundo. Nem
me apetece falar contigo hoje, as coisas que temos falado têm sido fúteis e já não
arranjo espaço para elas num momento em que tudo parece fugaz. Parece que vou
desaparecer a qualquer momento e que não farei falta, mas bem sei que isso não é
verdade, se é que também não é mentira. Quando olho para trás sinto deteriorar todos
os segundos que não me aproximei de ti, sendo que tu és aquela face mais bonita
do meu ser que não encontro, por mais que me perca por caminhos desmembrados de
mim. Mas também não sei se procuro ou se fujo de ti sempre que me sinto perto,
já não sabes a brisa, tornaste a escuridão em cor, mas levaste o que restava de
esperança. No final fica apenas uma mágoa esquisita, um murmúrio, deixa que te
traga comigo, terás toda a liberdade de voltar um dia.
domingo, 16 de dezembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Sem nome.
No começo é revolta, a sensação à qual tentaste dar um nome, ela torna-se maior
que tudo aquilo que te levou a senti-la. És fraco, medíocre, perante um
acontecimento que não tinhas como controlar, nem tão pouco te cabia a ti
fazê-lo. Estavas tão demasiadamente certo que te afectaria, que algo ou alguém
resolveu que nada poderias fazer para impedi-lo. Sempre que voltas a esse lugar
a memória perturba-te, a consciência do que não te é permitido esquecer afoga-te
em tanta rebelião contra o mundo. Sempre que tentas alcançar triunfo e quanto
mais perto estás de o alcançar, afundas-te nos teus dilemas e deixas-te afogar
em raiva e momentos de desespero. Não te prendes por nada nem ninguém mas até
disso tens repugna, a tua incapacidade de viver tudo ao máximo faz-te querer
testar todos os limites. No entanto continuas só, embrulhado em tudo o que
consideras teu e sentindo mágoa de saudade que te causa tanta controvérsia.
Podemos até ser todos vítimas desta sociedade, mas somos nós
próprios que escolhemos o que dela devemos recolher. Somos nós mesmos que nos
deixamos afundar pelo remorso daquilo que já fomos e fizemos, tal como só
quando nos permitimos querer ascender e apanhar aquele suspiro que lembramos,
poderemos estar perto daquilo que os inocentes tanto proclamam como liberdade.
A felicidade não poderá estar assim tão longe daquela sensação de respirar
livremente outra vez.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Life sucks
Sempre
que desesperas, nada vem como auxílio, mais parece que o mundo te virou as
costas e simplesmente te encontras sozinho no teu canto. Nada nem ninguém tem
tempo ou sequer paciência para ouvir os teus dramas e todos aqueles que teriam
afastaste-os com a tua maneira chata e aborrecida de ser. Concentraste em algo
que não te magoa, que te leva para lá da tua cabeça e das tuas ambições mas
mais uma vez é um acto solitário. Desaparece, procura aquele pôr-do-sol que
tanto te mete medo. Desencontra-te daquilo que és e do que não queres mais ser.
Quebra os teus martírios, as tuas aflições. Rasga por completo essa pele de
cordeiro, veste antes o lobo que te quer levar por todos aqueles locais
desconhecidos que temias. Faz frente ao medo e não deixes que te marque e te
defina. Enfrenta aquilo que não queres mais ter na tua vida e deita fora todas
as recordações daquilo que jamais quererias tornar a ser. Despe-te de
preconceitos e quebra tudo o que se puser no teu caminho. Sabes que te vão
julgar, já o fizeram mesmo antes de teres tido capacidade de perceber o que
querias realmente fazer. O não é garantido mas a satisfação de um sim pode
trazer-te mais do que aquilo que possas imaginar que mereces.
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